quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cegueira

"(...) Se eu voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhes a alma, A alma, perguntou o velho da venda preta, Ou o espiríto, o nome pouco importa, foi então que, surpreendentemente, se tivermos em conta que se trata de pessoa que não passou por estudos adiantados, a rapariga dos óculos escuros disse, Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos. (...) "

É caro velho da venda preta, é preciso mesmo muita coragem pra fazer isso. Eu que sempre tive olhos mas que nem sempre enxerguei, tampouco deixei que olhassem para dentro de mim através de minhas janelas. Achei que assim conseguiria evitar este mal, não este mal que cega a vista, mas sim o que cega minha razão, e, como se não bastasse, tem efeito contrário nos caminhos que ligam os olhos ao meu coração. Este caminho não há mal-branco ou de qualquer cor que consiga cegar, é tão fácil achá-lo e percorrê-lo que penso ter olhos-de-gato dentro de mim sinalizando o caminho.


PS: Que chuva !

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